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segunda-feira, 6 de agosto de 2012

robo Curiosity

Após sua chegada à superficie de Marte, o jipe-robô Curiosity iniciará uma revisão de todos os seus sistemas, antes de começar a enviar informações e dados vindos do planeta vermelho. Ainda esta semana, o jipe deve ativar outra câmera e enviar imagens coloridas, depois de já ter mandado fotos em preto e branco.
As informações recolhidas pelo Curiosity serão enviadas apenas uma vez por dia. Após essa transmissão, o explorador automaticamente passa a processar e interpretar novas informações. As observações registradas são armazenadas sobre o computador de controle do robô e, posteriormente, sobre o satélite que mantém sua comunicação com a Terra.
"Temos que ter muita paciência, porque é preciso estar completamente seguro que o entorno é adequado e não há risco. Após essa revisão, o explorador passará a captar os primeiros dados", explicou à Agência Efe Felipe Gómez, um dos cientistas espanhóis envolvido no projeto.
Primeira imagem feita pelo Curiosity em Marte mostra a roda do Jipe na superfície do planeta. (Foto: Reprodução / Nasa TV / Reuters)Primeira imagem do Curiosity mostra a roda do jipe no solo marciano (Foto: Reprodução/Nasa TV/Reuters)
Gómez trabalha no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, na sigla em inglês) da agência espacial americana (Nasa), em Pasadena, na Califórnia, onde permanecerá por mais três meses. Ele qualificou a aterrissagem da Curiosity com um fato "muito emocionante" e "surpreendente", pela suavidade com que o explorador pousou na Cratera Gale, ao sul do equador marciano.
"O desdobramento foi realizado passo a passo; um êxito de peso", disse o cientista, que pertence ao Centro de Astrobiología (CAB) da Espanha.
Segundo Gómez, o fato de poder participar dessa missão – uma das maiores já desenvolvidas – "pressupõe um desafio tecnológico nunca assumido anteriormente, por causa do tamanho, volume e peso do explorador, assim como a quantidade de instrumentos científicos que ele robô transporta".
Na superfície de Marte, o Curiosity analisará nos próximos dois anos a possibilidade de ter existido ou existir condições para a vida no planeta vermelho.
Sombra do jipe-robô Curiosity, na superfície de Marte. (Foto: Nasa / Brian van der Brug / AFP Photo)Sombra do robô Curiosity é vista na superfície de Marte nesta segunda (Foto: Nasa/Brian van der Brug/AFP)
Pouso nesta madrugada
O laboratório móvel Curiosity pousou em Marte na madrugada desta segunda-feira (6) – às 2h33 de Brasília. Agora, deve passar um ano marciano (dois da Terra) pesquisando sinais que indiquem se o planeta já teve condições de abrigar vida.
Os controladores da missão da Nasa aplaudiram e gritaram com entusiasmo quando receberam sinais confirmando que o jipe-robô sobreviveu à perigosa descida no céu marciano e aterrissou são e salvo no fundo da vasta Cratera Gale, no hemisfério sul, perto do equador.
Após uma viagem de oito meses e 566 milhões de quilômetros, a sonda tocou a tênue atmosfera marciana a 20 mil quilômetros por hora --17 vezes a velocidade do som--, antes de iniciar sua descida controlada.
Momentos após o pouso, a Curiosity enviou suas três primeiras imagens do solo marciano. Numa delas, uma roda do veículo e a sombra do jipe apareciam à frente do terreno pedregoso.
A operação de pouso foi considerada a mais complexa na história dos voos espaciais não tripulados. Por causa da demora nas comunicações por rádio entre a Terra e Marte, todo o processo precisou ser autoguiado, sem a interferência de técnicos.
Curiosity (Foto: JPL-Caltech / Nasa)Jipe vai recolher e analisar a composição orgânica de rochas e do solo de Marte (Foto: JPL-Caltech / Nasa)
Para reduzir sua velocidade, a sonda contou com um paraquedas especial, uma mochila a jato e um inédito "guindaste aéreo" que auxiliou no pouso.
O Curiosity é o primeiro laboratório completo sobre rodas a ser enviado para outro planeta. Ele passará dois anos explorando a Cratera Gale e uma montanha vizinha de 5 mil metros de altura, que parece ser formada por sedimentos provenientes da cratera, gerada por sua vez pelo impacto de um grande corpo celeste.
Marte é o planeta mais parecido com a Terra, e os cientistas querem descobrir se ele teve no passado condições para abrigar vida microbiana. A missão, que custou mais de R$ 5 bilhões, marca o primeiro esforço de astrobiologia da Nasa desde as sondas Viking, na década de 1970.
A chegada do Curiosity a Marte também representa um marco importante para a Nasa, afetada nos últimos anos por cortes orçamentários e pela recente aposentadoria da sua frota de ônibus espaciais.
* Com informações das agências Efe e Reuters

Fonte: G1.com

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